Apelação Cível Nº 5027223-08.2022.4.02.5001/ES
PROCESSO ORIGINÁRIO: Nº 5027223-08.2022.4.02.5001/ES
RELATOR: Juiz Federal MARCELO DA FONSECA GUERREIRO
RELATÓRIO
Trata-se de embargos de declaração opostos pelo Apelado, ESPÓLIO DE A. G., em face do acórdão proferido no que, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, opostos em virtude do acórdão proferido no que, por unanimidade, decidiu dar provimento à apelação da Ré e julgou improcedente o pedido autoral formulado, em que objetiva o reconhecimento da "ilegalidade da cobrança das taxas de ocupação vinculadas ao imóvel inscrito no RIP nº 5705.0004510-30, em relação aos anos de 2015, 2016, 2017, 2018 e até junho de 2019".
Em suas razões recursais de , o Embargante alegou inexistir manifestação sobre a retroatividade do benefício de isenção do pagamento de taxa de ocupação, uma vez ausente manifestação sobre a suspensão ou revogação, a contar do requerimento formulado no ano de 2015.
Contrarrazões no .
É o relatório. Peço dia para julgamento.
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VOTO
O EXMO. JUIZ FEDERAL CONVOCADO MARCELO DA FONSECA GUERREIRO (RELATOR):
Conheço dos embargos de declaração, eis que presentes os pressupostos de admissibilidade.
Ao proferir o acórdão, o Tribunal cumpre o seu ofício jurisdicional, só podendo alterá-lo nas hipóteses de embargos de declaração ou de correção de erros materiais, conforme art. 494 do Código de Processo Civil - CPC.
Examinada a petição dos embargos de declaração, constato que nela não se contempla nenhuma das hipóteses de seu cabimento, insertas nos incisos do art. 1.022 do CPC.
Com efeito, as questões ali suscitadas revelam que a parte Embargante visa tão somente rediscutir a decisão desta Egrégia Turma, expediente para o qual não se prestam os aclaratórios, uma vez que reformada a sentença prolatada, foi julgado improcedente o pedido formulado para anular as cobranças da taxa de ocupação do período de 2015 a 2019.
Ademais, destaco que na decisão recorrida há menção aos preceitos constitucionais e legais necessários para resolução da presente lide, sendo que "o julgador não se encontra obrigado a responder todas as questões suscitadas pelas partes quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão” (STJ, AgInt no AREsp 1634087 / SE, SEGUNDA TURMA, Ministro FRANCISCO FALCÃO, POR UNANIMIDADE, DJe 22/10/2020).
Outrossim, o art. 1.025 do CPC dispõe que “consideram-se incluídos no acórdão os elementos que o embargante suscitou, para fins de pré-questionamento, ainda que os embargos de declaração sejam inadmitidos ou rejeitados, caso o tribunal superior considere existentes erro, omissão, contradição ou obscuridade.”.
Pelo exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO aos embargos de declaração.
Documento eletrônico assinado por MARCELO DA FONSECA GUERREIRO, Juiz Federal Convocado, na forma do artigo 1º, inciso III, da Lei 11.419, de 19 de dezembro de 2006 e Resolução TRF 2ª Região nº 17, de 26 de março de 2018. A conferência da autenticidade do documento está disponível no endereço eletrônico https://eproc.trf2.jus.br, mediante o preenchimento do código verificador 20001859188v7 e do código CRC 903b8e2d.
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Signatário (a): MARCELO DA FONSECA GUERREIRO
Data e Hora: 4/6/2024, às 9:53:48